Se o Brasil não melhorar de maneira substancial os
serviços de saneamento básico, todo o conjunto de
ações de combate ao vírus zika em curso ou que vierem
a ser tomadas não será suficiente para afastar o risco
de surgimento de novos e graves problemas de saúde
pública causados pelo mosquito Aedes aegypti –
mesmo que essas medidas alcancem o resultado
esperado. Em documento divulgado há dias, a
Organização das Nações Unidas (ONU) alertou que,
para o combate eficaz ao vírus zika, os países que
enfrentam o problema precisam melhorar o sistema de
saneamento básico. A Organização Mundial da Saúde
(OMS), por sua vez, estima que 95% dos casos de vírus
zika, dengue e chicungunya – doenças que vêm
causando grandes problemas no Brasil e em outros
países – poderiam ser evitados se os governos das
nações mais afetadas por eles tivessem adotado
medidas ambientais adequadas.
Disponível em: http://www.estadao.com.br/noticias/geral,o-custo-dafalta-de-saneamento,10000022330 Acesso em 03.04.2016